BOQUILHA ORIGINAL OU CÓPIA/RÉPLICA
Tenho recebido muitas solicitações de clientes para identificar por meio de fotos se certa boquilha é original ou uma cópia/réplica, como também se uma determinada boquilha é feita de hard rubber ou não.
Existem cópias/réplicas praticamente
idênticas as originais, a forma mais prática e fácil de identificar seria um
teste do material que são feitas.
Minha abordagem será especificamente para
boquilhas de massa pois as mais nobres de metal (bronze), tem uma complexidade
maior pela composição dos metais utilizados (cobre, zinco, estanho, cobalto,
prata, ouro etc. etc.) visando maior ressonância, reverberação, profundidade
etc. As cópias/réplicas geralmente utilizam latão derretido de metais
hidráulicos descartados.
As de metal não tem um método simples e
prático de análise, mas externamente são mais fáceis de serem identificadas.
As boquilhas de HARD RUBBER (borracha
dura) usam esse nome genérico e são produzidas de duas formas e tipos de
materiais.
Tipo 1
- Otto Link Slant Signature (slant sig) e algumas outras eram feitas com
borracha natural/vegetal com uma composição variável de enxofre e vulcanizadas
com tempo e temperatura também variáveis, depois eram trabalhadas e finalizadas
manualmente.
Obs. Eram praticamente todas na cor preta.
Tipo 2
- São as atuais de ebonite (Otto Link e muitas outras) feitas com borracha
sintética e enxofre numa proporção também variável e o material é comprado em
tarugos já prontos e as boquilhas são usinadas e finalizadas em tornos CNC
(Computer Numeric Control).
Obs. São produzidas na cor preta e
marmorizadas.
As cópias/réplicas geralmente são feitas
de resina, essas resinas podem ser: resina epóxi, poliestireno, polipropileno, baquelite,
plástico, etc. etc. etc.
Embora existam boquilhas originais e
conhecidas de resina, plástico, baquelite, etc. o artigo se refere a boquilhas
originalmente feitas de Hard Rubber.
A seguir vou descrever um método simples
para identificar se a boquilha é feita de Hard Rubber ou de resina.
O pó resultante do lixamento da resina epóxi
é branco e geralmente com um fundo na cor da resina e inodoro.
O pó resultante do lixamento de
poliestireno, polipropileno, baquelite, plástico etc. geralmente é cinza escuro
e inodoro.
O pó resultante do lixamento do Hard
Rubber é marrom e tem cheiro característico de borracha/enxofre.
A SEGUIR
VÍDEO ILUSTRATIVO.
IDENTIFICAÇÃO DE BOQUILHAS OTTO LINK
IDENTIFICAÇÃO DE BOQUILHAS OTTO LINK
Olá amigos, tenho sido solicitado para esclarecer dúvidas sobre a originalidade ou identificar modelos de boquilhas Otto Link, neste artigo vou mostrar as diferenças básicas entre elas para facilitar a identificação.
Geralmente são boquilhas mais raras e mais caras que as atuais por isso merecem atenção e conhecimento na hora da compra.
Vou me ater somente a alguns detalhes de aparência para identificação, existem outros que são mais técnicos e seria desnecessário analisarmos com mais profundidade.
Usarei algumas fotos/publicações minhas e outras disponíveis na internet para elucidar melhor o assunto.
OTTO LINK TONE EDGE EARLY BABBITT X ATUAL
Jessie James Babbitt assumiu a Otto Link que estava sediada na Flórida e mudou a fábrica para Elkhart (Indiana) em 1972/1973, vale salientar que a nova fábrica sob o nome de jjBabbitt Mouthpieces, fabrica as boquilhas de marca HITE, MEYER, JJ BABBITT, OTTO LINK, PORTNOY, WOLFE TAYNE e GUY HAWKINS.
Com a mudança da fábrica e de todos os equipamentos foram levadas também boquilhas já fundidas e vulcanizadas mas sem acabamento (Florida Slant Signature).
CONSIDERAÇÃO SOBRE A ABERTURA DA BOQUILHA
CONSIDERAÇÃO SOBRE A ABERTURA DA BOQUILHATenho percebido que saxofonistas ficam surpresos com diferenças nas aberturas indicadas nas boquilhas e nas medidas que eu informo quando meço.
É comum ouvir, eu comprei uma 7 e você diz que está 6* ou 6 e assim por diante em outras medidas.
Existem duas explicações para esse fato.
Uma delas é que o fabricante coloca uma informação de medida maior que a real. Um exemplo conhecido é a Berg Larsen que usa a indicação em polegadas tipo 90 e na verdade é .085" isso em todas as medidas de todos os tipos de sax deles, a Bari usa com precisão suas informações de 68, 70, 90 etc. Vocês podem observar isso nas minhas tabelas comparativas de abertura.
A segunda é uma explicação técnica.
Por definição a abertura da boquilha é o espaço/vão entre a palheta e o Tip Rail (trilho da ponta).
O Tip Rail (trilho da ponta) tem uma pequena largura e é essa largura que vai dar margem a divergências na determinação da medida da abertura,
O desenho acima está fora de escala para elucidar melhor a explicação, e mostra duas distâncias "A" e "B", a distância "B" é maior que a distância "A" e dependendo da largura do trilho da ponta essa diferença pode variar de meia a uma medida, ou seja, de 7 para 6* ou 6.
Fabricantes de boquilhas utilizam duas opções, uns indicam a medida da abertura na posição "A" e outros na posição "B".
Eu considero a medida "A" como "ABERTURA" por ser a real passagem de ar.
Se usar um objeto com a medida "B" não vai conseguir introduzir na boquilha porque a abertura "A" não vai permitir, portanto a real abertura/vão é a "A".
Espero ter esclarecido as dúvidas sobre as aberturas gravadas nas boquilhas e as aberturas que considero reais.
PALHETAS - INFORMAÇÕES - SUGESTÕES
Caros amigos saxofonistas e clarinetistas, mais uma vez venho publicar um artigo com o objetivo de acrescentar informações para que possam cada vez mais melhorar a performance e aumentar o prazer dessa atividade.Após muita leitura, avaliação e pesquisa com músicos, produtores e experts venho publicar matéria a respeito de palhetas para saxofone e clarinete.
As palhetas (reeds) são feitas de diversos materiais como bambu, sintéticos, plástico, mistos, fibras etc. Nesta matéria vamos discorrer especificamente sobre palhetas feitas de bambu/bamboo/cana.
Dentre os diversos tipos de cana existentes a utilizada para fabricação de palhetas para saxofone e clarinete chama-se ARUNDO donax OU GIANT REED (cana gigante) é uma cana que se desenvolve em lugares úmidos ou ribeirinhos.
Por ser uma matéria prima de ordem vegetal e utilizada sem alteração das suas características originais é de se prever que haja uma variação na simetria das estrias, diferentes áreas de dureza na largura e no comprimento, diferente distribuição de fibras etc. Embora os botânicos e especialistas estejam trabalhando para desenvolver uma cana o mais uniforme possível para essa finalidade, ainda temos muita variação e por esse motivo quando compramos uma caixa, somente depois de testar podemos avaliar se a palheta é ruim, boa, ótima ou ideal.
Os produtores oferecem dois tipos de palhetas:
APÓS ESTES COMENTÁRIOS INICIAIS VAMOS DESCREVER ALGUMAS SUGESTÕES QUE CONSIDERO IMPORTANTES.
1- Ponta da palheta é a parte mais fina, ela sela a palheta com a ponta da boquilha, sua espessura e uniformidade são muito importantes na qualidade do som, se for colocada na boquilha antes ou passando da ponta vai prejudicar o controle da emissão, se estiver exageradamente fina está imprestável. NÃO DEVE SER LIXADA.
2-Coração da palheta, é responsável pelo volume, projeção e qualidade do som. NÃO DEVE SER LIXADO.
3- Centro de resistência, é a parte responsável pela transferência do som da ponta para o coração, pequenos ajustes nessa área causarão grandes alterações no som agudo e no desempenho. NÃO DEVE SER LIXADO.
4- Ombros da palheta, os dois lados deverão ter espessuras idênticas. AJUSTES MÍNIMOS PODEM SER FEITOS NESSA REGIÃO.
5- Laterais da palheta (parte superior) e (parte inferior) os dois lados devem ser idênticos. NESSAS LATERAIS É POSSÍVEL FAZER AJUSTES, ISSO VAI REDUZIR A RESISTÊNCIA DA PALHETA, OFERECER MAIS VIBRAÇÃO E RESPOSTA.
6- Centro baixo. REDUZINDO ESTA ÁREA A PALHETA FICARA MENOS RÍGIDA E FACILITARÁ OS GRAVES.
7- Área específica da produção de sons agudos. NÃO DEVE SER LIXADA.
8- Área específica da produção de sons médios. NÃO DEVE SER LIXADA.
9- Área específica da produção de sons graves. NÃO DEVE SER LIXADA.
10- Linha de centro das áreas.
NOTA: Qualquer ajuste nas áreas indicadas deve ser feito de forma gradual e equilibrada, vou incluir um vídeo para indicar um procedimento aconselhável.
► Não é aconselhável soprar com a palheta nova totalmente seca (exceto a Vandoren, porque vem umedecida), pois há o risco de rachar.
► Não aconselho trimar palhetas pois por tudo que foi apresentado acima a redução do comprimento da palheta vai aproximar o coração da ponta alterar a posição do centro de resistência, etc, voltamos àquela consideração da boquilha que toca mesmo não estando perfeitamente regulada.
► Aconselho a marcarem as palhetas de alguma forma, com data, número, tempo de uso, dureza, em qual boquilha toca melhor ou qualquer outra informação para facilitar a identificação na hora da busca.
► Ao comprar palhetas, quando puder faze-lo pessoalmente é recomendável escolher as que tem uma coloração amarelada/dourada mais uniforme possível pois variação de cor e manchas indicam diferentes estruturas internas que poderão comprometer a performance.
► As palhetas tem sua estrutura formada por fibras no sentido longitudinal aparentando estrias e é comum essas estrias exercerem uma força que ocasiona um pequeno empenamento na parte lisa que apoia na mesa da boquilha, faço sugestão do procedimento mostrado no vídeo abaixo.
Aplicar o procedimento uma vez, para não desgastar demais a cana.
► Como é do conhecimento de todos as palhetas vão ter um melhor desempenho se estiverem molhadas, portanto é aconselhável colocá-las com aguá pela metade num copinho por uns 10/15 minutos antes de serem usadas, outros preferem umedece-las na boca.
► As palhetas não devem ficar presas na boquilha depois do uso, devem ser guardadas nos seus protetores individuais de plástico ou em caixas próprias para mais de uma palheta, proporcionando que elas fiquem sempre planas sem empenos.
► Para eliminar bactérias, variação química da saliva, fungo ou mofo/bolor deixar imersas de 3 a 5 minutos em água oxigenada 3% (volume 10).
► Outro assunto importante é como guardar as palhetas, elas devem ser acondicionadas de forma a ficarem umedecidas, um perfeito exemplo é a Vandoren que fornece suas palhetas em embalagem selada e umidificada, mas e depois de aberta? não aconselho guardar palhetas dentro de embalagens com água ou Listerine, as palhetas devem ser guardadas em lugar úmido não encharcadas.
► Tenho uma sugestão simples para guardarem suas palhetas de uma forma conveniente, encontre uma caixinha de plástico com tamanho aproximado de 7x5x2 cm e faça furos em todos os lados (2 mm cada) com broca ou com prego quente coloque dentro dela espuma floral e feche, coloque a caixinha dentro de um recipiente com água durante uns 5 minutos para a espuma absorver água, aí guarde a caixinha junto com as palhetas (nos protetores) dentro de um saquinho plástico COM FECHAMENTO, repita a ação de absorção de água da caixinha quando necessário .

TABELA COMPARATIVA DE RIGIDEZ DE PALHETAS
(TABELA ADAPTADA DA PUBLICADA PELA HOWARTH.UK)
TABELA COMPARATIVA DE ABERTURAS DE BOQUILHAS PARA SAX SOPRANO
TABELA COMPARATIVA DE ABERTURAS DE BOQUILHAS PARA SAX ALTO
TABELA COMPARATIVA DE ABERTURAS DE BOQUILHAS PARA SAX TENOR
TABELA COMPARATIVA DE ABERTURAS DE BOQUILHAS PARA SAX BARÍTONO
TABELA COMPARATIVA DE ABERTURAS DE BOQUILHAS PARA CLARINETE
TABELA COMPARATIVA DE ABERTURAS DE BOQUILHAS PARA CLARINETE BAIXO
BOQUILHA REFACEADA
Olá amigos, apresento nesta publicação informações que irão elucidar e orientar as dúvidas sobre:Como pude observar e comentar com colegas REFACERS fora do Brasil, percebo que aqui também como lá, boquilhas produzidas em série e distribuídas às lojas sem um controle de qualidade final individual, têm um significativo percentual de unidades com medidas fora do padrão e pode-se dizer que acontece praticamente com todas as marcas famosas e conhecidas.
Isso deve-se a vários fatores, um deles é o fato que são produzidas em tornos de precisão intermediária, porque um torno para produzir peças na precisão que uma boquilha perfeita exige, teria um custo desproporcional ao valor de venda do produto acabado, alem do fato que desgastes do equipamento alteram medidas que tem precisão de décimos/centésimos de milímetros, como também a fricção das ferramentas em alta rotação ocasionam um aquecimento nas boquilhas em fabricação aumentando seu tamanho e depois de terminadas quando desaquecem, reduzem seu tamanho apresentando alteração nas dimensões. Principalmente tornando a mesa côncava no sentido longitudinal.
Comprar uma boquilha bem regulada ficou parecido com palhetas de bambu, algumas são boas outras não, então abriu-se um nicho no mercado para REFACERS que produzem suas boquilhas (em tornos ou fundidas), mas as finalizam e regulam manualmente uma a uma, tornando-as confiáveis.
Poderia citar alguns como: Fred Lebayle, Rafael Navarro, Theo Wanne, Freddie Gregory, 10mfan, Brian Powell(café), Eric Falcon, Mojo (vortex).
Abaixo apresento desenhos que servirão de base para toda a matéria. Alguns conceitos já foram comentados anteriormente, mas é conveniente revê-los porque indicam dimensões que não se consegue notar nas boquilhas sem equipamentos específicos.
Os desenhos estão em proporções diferentes justamente para melhor esclarecer as considerações.
Acima o desenho de uma boquilha em corte com uma curvatura elíptica onde o raio maior R1 está numa proporção de 11,25 vezes maior que o raio R2 da elipse. Essa proporção é um exemplo, pode ser qualquer uma.
Então que medidas de raios (ou raio no caso de curva radial) e que proporção deve ser escolhida?
Eis a questão, essa escolha se baseia em experiência, conhecimento da estrutura de uma boquilha, troca de informações, estudo de estatísticas, tentativas erro e acerto, conhecimentos matemáticos, feeling, sensibilidade pessoal, conceito moderno de tendência sonora, testes, comparações, etc, etc, essa escolha é a assinatura de um REFACER.
Essa escolha é inserida em programas de computador (engendrados pelo REFACER) que irão determinar quais as dimensões matematicamente corretas e mais harmoniosas para uma determinada boquilha, levando em consideração o material, o tipo de sax, a abertura de ponta a espessura do tip rail, tipo de câmara, tipo de garganta, tipo de baffle, etc.
O resultado será a maior facilidade ou dificuldade na emissão do som favorecendo mais os graves, médios ou agudos (favorecendo não acrescentando ou reduzindo). É aí que aparecerá a diferença do resultado do trabalho de um REFACER.
Nota: graves, médios, agudos, superagudos, rampa, projeção, brilho, garganta, resistência ao sopro etc, são outros procedimentos além do refaceamento.
Acho feliz a comparação de boquilhas com um vinho:
Um vinho francês da região Bordeaux geralmente é composto por 3 tipos de uvas, Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc.
Os produtores da região usam proporções diferentes de cada uva na produção dos seu vinhos, o produtor A usa 60%,30% e 10% o produtor B usa 50%,25% e 25% o produtor C usa 80%,10% e 10% etc, etc.
Comparo essa proporção das uvas com a escolha do tamanho dos raios e da proporção entre eles.
Não é só essa escolha que faz um vinho, depende também da composição do solo onde são plantadas as parreiras e do equilíbrio das chuvas durante o crescimento, comparo isso à qualidade do material usado na fabricação da boquilha.
E por ultimo um vinho depende também do conhecimento técnico de quem o produz, assim como a boquilha depende de conhecimento técnico e habilidade de quem a projeta e regula.
Disso resultam vinhos de alta qualidade de qualidade mediana e medíocres, assim como boquilhas.
Tenho recebido boquilhas em estado lastimável, onde curiosos tentaram altera-la das mais diversas formas possíveis, tenho ouvido de vários clientes que querem aumentar a abertura mas querem um preço baixo, e dizem o seguinte: "MAS SÓ QUERO DAR UMA LIXADA NA PONTA PARA ABRIR".
Abaixo uma foto de como NÃO se deve proceder para aumentar a abertura de uma boquilha.
Esse procedimento de lixar a ponta para abrir ocasionará as seguintes consequências:
1- A nova ponta reduzirá o comprimento da boquilha na medida "A", como já publicado em artigos anteriores a câmara da boquilha compensa a retirada do bico do cone imaginário no início do sax para dar lugar a boquilha, quando o comprimento da boquilha é reduzido sem aumentar a câmara para compensar, esse desiquilíbrio vai obrigar a puxar a boquilha para fora do tudel para compensar a redução da câmara, então vai afinar mais na ponta.
2- O bico vai ficar muito fino e cortante, ele tem uma espessura a ser respeitada senão vai alterar a resposta da boquilha.
3- O comprimento da curva "B" vai ser reduzido para o comprimento "C" alterando significativamente a resposta dos sons graves.
4- A curva "D" vai ser alterada para a curva "E" desacertando totalmente a curvatura que deve ser harmoniosa, progressiva, gradual
NOTA: CADA ABERTURA TEM SUA CURVA ESPECÍFICA, ABAIXO DESENHO ELUCIDATIVO.
MEXER NUMA BOQUILHA COMO SE DIZ, NÃO É ASSUNTO PARA CURIOSOS, EXISTE A NECESSIDADE DE UM AMPLO CONHECIMENTO TÉCNICO, FERRAMENTAS ESPECÍFICAS GERALMENTE FEITAS PELOS PRÓPRIOS REFACERS (PARA UM TRABALHO PROFISSIONAL DE REFACEAMENTO DE BOQUILHAS SÃO NECESSÁRIAS DEZENAS DE FERRAMENTAS E HÁ DISPONÍVEL A VENDA EM TORNO DE MEIA DÚZIA DELAS NO MERCADO).
A MAIS IMPORTANTE FERRAMENTA É O PROGRAMA DE COMPUTADOR EXCLUSIVO DO REFACER PARA CALCULAR A CURVA IDEAL PARA CADA CASO.
CLARO QUE É NECESSÁRIO TER CUIDADO NA COMPRA DE UMA BOQUILHA ALTERADA,(é necessário saber quem alterou e se não foi alterada depois dele!) MAS É FALTA DE CONHECIMENTO GENERALIZAR A PREFERÊNCIA POR UMA BOQUILHA ORIGINAL A UMA REFACEADA, ENTENDO QUE CURIOSOS E AMADORES CONTRIBUÍRAM PARA A CRIAÇÃO DESSE CONCEITO.
Refacers PROFISSIONAIS com certeza refaceam ou produzem uma boquilha com melhor PERFORMANCE que uma boquilha produzida em série.
A Grande Maioria dos grandes saxofonistas do passado e do presente utilizam boquilhas CUSTOMIZADAS (refaceadas).
PARTES E FUNÇÕES DA BOQUILHA 3/3
CONCLUINDO ESTE ASSUNTO, VAMOS DISCORRER SOBRE AS ÚLTIMAS E MAIS RELEVANTES PARTES DA BOQUILHA.TIP OPENING (ABERTURA DA PONTA)
Portanto, minha sugestão é que depois de identificada a sua abertura de conforto, use a unidade milímetro ou polegada porque números ou letras só vão confundir.
Aberturas maiores exigem mais ar para vibrar a palheta e combinam com palhetas mais suaves. Aberturas menores exigem menos ar para vibrar a palheta e combinam com palhetas mais rígidas.
Com pequenas aberturas as notas agudas ou sopro forte tendem a fechar a palheta e se você compensar com palheta mais rígida, vai dificultar a emissão e o controle das notas graves.
Entendo que a melhor opção seria uma abertura meio aberta com palheta meio dura, isso facilitaria a emissão e o controle das notas em toda extensão.
Tendo como referência diversos músicos, percebi que a maioria utiliza um intervalo de abertura variando de 7 a 9 conforme tabela abaixo.
Artigos Publicados
- Boquilha original ou cópia/réplica
- BOQUILHA REFACEADA
- CONSIDERAÇÃO SOBRE A ABERTURA DA BOQUILHA
- ESCLARECIMENTOS SOBRE REFACEAMENTO DE BOQUILHAS
- Estrutura e Nomenclatura da Boquilha
- IDENTIFICAÇÃO DE BOQUILHAS OTTO LINK
- PALHETAS - INFORMAÇÕES - SUGESTÕES
- Partes e Funções da Boquilha 1/3
- Partes e Funções da Boquilha 2/3
- Partes e Funções da Boquilha 3/3
- TABELA COMPARATIVA DE ABERTURAS DE BOQUILHAS PARA CLARINETE
- TABELA COMPARATIVA DE ABERTURAS DE BOQUILHAS PARA CLARINETE BAIXO
- TABELA COMPARATIVA DE ABERTURAS DE BOQUILHAS PARA SAX ALTO
- TABELA COMPARATIVA DE ABERTURAS DE BOQUILHAS PARA SAX BARÍTONO
- TABELA COMPARATIVA DE ABERTURAS DE BOQUILHAS PARA SAX SOPRANO
- TABELA COMPARATIVA DE ABERTURAS DE BOQUILHAS PARA SAX TENOR

















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